
Cismada, desconfiada, meditativa, com um idéia fixa e até um pouco desorientada.
Estamos todos crescendo.
Meus olhos desnudam a insensata ocasião com certa surpresa e embaraço.
A percepção do real é um tanto quanto alienada e imprudente, mas bendita.
Não desejo me perder, mas também não me toleraria presa e cativa do tempo.
A coisa já está feita.
Anseios para meu infinito particular são manter-me inabalável comigo mesma; porém, buscar de modo investigativo e incessante, esse novo e intrigante capítulo da vida.
Fabulosamente irreconhecível, sem barreiras ou cercas capazes de me manterem encarcerada ao meu antigo Eu.
Vejo emergir uma versão original e inexperiente de mim.
Uma mistura atraente e simpática de uma séries de mulheres minhas e alheias. Ressurjo, recrio-me abstrata e concretamente a partir de exemplos e modelos que, eventualmente, me seduzem ou fascinam.
Como um quebra-cabeça, vou coordenando cores, aromas, amores e arrumando minhas gavetas.
Sem muito cuidado em seguir a direção correta, mas nunca desapontada com os caminhos escolhidos e impostos. Lá vou eu.
E vou comigo, com você, com ela, com ele, com todos e todas, nem sempre para o ponto certo, mas lá vou eu.
Lá vou eu sem rumo, sem presenças e vexada por chegar.
Lá vou eu. A nova e a antiga. A misturada e a acumulada. A exagerada e a oprimida. A arrogante e a dominadora.
O tempo teima em me levar, mas também o arrasto comigo. Sobrecarregada com seus efeitos em minha epiderme e órgãos.
Então, lá vou eu e lá vamos nós. Lá vai você, lá vai ela, ele e todos que decidiram-se pela vida.
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