quarta-feira, 9 de novembro de 2011

V-I-D-A

Há quem diga que ela não vive mais entre nós,
Há quem diga que ela, de repente, emaluqueceu,
Há quem diga que ela, livremente, desatou seus nós,
Há quem diga que ela foi tombada e desfaleceu,

Ela tem muitas manias e mesmices,
Ela tem muitas palavras engasgadas,
Ela tem muitas atitudes deslavadas,
Ela tem muitas visões escravizadas,

Vive alegre e gargalha sem tremer,
Vive alheia e chora sem querer,
Vive o agora sem medo de morrer,
Vive suave e serena sem pressa de correr,

Ela pensa, ela existe, ela caminha, ela respira e reside em si,
Por bem, por mal, por nada, ela esfrega as mãos e me vê em si,
Ela ama, ela (de) ama, ela planta, ela colhe e ela se recolhe,
Por cima, por baixo, de lado, de frente e de costas, ela encolhe,

Foi arrebatada por uma paixão antiga que saiu do baú,
Andando com suas próprias pernas- Paixão não vivida,
Paixão dividida, paixão sem rosto, sem nome e sem temores,
Vida pulsa, vida é vida, vida flui, vida é vida!

Vida não dá pra não ser vivida!!!!!!!!!!



























 

Um comentário:

Luciene Diniz disse...

Adorei, me ví em alguns trechos.
bjs