terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rolam os dados






Eu tenho consciência de que não posso estar presente em tudo que acontece na vida dela; pois a vida é dela, claro.
Compreendo que de modo algum poderei enumerar sua inúmeras qualidades para os indivíduos que a selecionarão um dia.
Nunca terei licença para apresentá-la aos mestres que elaboraram as temidas questões, para poder contar-lhes que ela foi uma aluna muito devotada.
Não me autorizarão ir para o local de provas com ela, mesmo que eu alegasse que ficaria sentada, bem quietinha, só observando seus movimentos durante os exames.
Nunca me permitirão segurar suas mãozinhas suadas, pelo nervosismo, na horinha exata da prova, apenas para poder acalmá-la e sussurrar no seu ouvido que só por estar alí, ela já é uma vencedora.
Sei também que não terei acesso à banca examinadora para dizer-lhes o quanto ela estudou.
Minha entrada será bloqueada quando a banca estiver reunida corringindo as provas dela, logo jamais conseguirei fazê-los ver quão dedicada e obstinada ela foi durante este ano de "coma".

Infelizmente, eu não posso, limitam-me, proibem-me, restringem-me.
Resta para mim então, encorajá-la a não perder a coragem, a garra, a vontade e o ânimo.
Pedir à ela perseverança, valentia e firmeza de propósitos.
Emanar flúidos de confiança, otimismo e segurança.
Mentalizar, projetar e ver com olhos de anjo seu resultado feliz.
Lembrar-lhe de que ela é capaz, tem valor próprio e o seu sucesso está logo alí, ao alcance de sua mãos.

O que posso, sem pedir permissão, licença, autorização e consentimento é amar-lhe. Independente de qualquer condição, total e ilimitadamente.

Eu sou a sua mãe.

Um comentário:

clarissa_chastinet disse...

The are rolling, mommy??????
Luv u, always....
Thank u for... for... for everything!!!! For being my mother!